Quanto ganha um piloto de avião nos Estados Unidos?

A aviação é uma das áreas com maior carência profissional nos Estados Unidos. Por isso, o momento é ideal para quem deseja trabalhar no país.

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Vários aspectos da vida nos Estados Unidos mudaram após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e, claro, a situação não é diferente em relação às mais diversas profissões, principalmente aquelas que são fundamentais para garantir a segurança do país, como é o caso da aviação.

No caso da aviação civil, categoria detalhada no decorrer do texto, as companhias aéreas precisam se preocupar tanto em adquirir aviões modernos e bem equipados, quanto em contratar pilotos extremamente qualificados para operá-los.

Porém, uma situação bem específica ocorre no país. Não há profissionais suficientes para suprir a demanda do mercado de trabalho. Se por um lado o número de viagens aéreas não para de crescer, o número de pilotos está caindo a passos largos.

Em meados da década de 70, a profissão tinha um alto prestígio na sociedade estadunidense. Já nos anos 90, os pilotos podiam ganhar até US$ 300 mil por ano, levando em consideração o valor atual do dólar.

Atualmente, por conta da desregulamentação setor de aviação, aprovada em 1978, boa parte do prestígio se foi. A nova legislação abriu espaço para atuação das companhias de baixo custo (low-cost), o que resultou na falência de grandes empresas.

Após os ataques de 11 de setembro a situação se agravou. Companhias renomadas como a United, American Airlines e Delta pediram falência e o salário de um piloto de avião nos Estados Unidos caiu para menos de 50% do valor pago anteriormente.

Mercado de trabalho

Os Estados Unidos são o maior mercado de aviação do mundo e é justamente a falta de pilotos de aeronaves que torna esta uma carreira promissora para estrangeiros que desejam trabalhar no país, incluindo os brasileiros.

Boa parte das oportunidades oferecidas pelas companhias aéreas estadunidenses são para profissionais mais experientes, sobretudo aqueles que possuem mais de 2.500 horas de voo.

Para preencher essa carência do mercado de trabalho norte-americano, estimada em 15 mil pilotos, várias empresas têm se especializado na oferta de serviços de consultoria em imigração de profissionais.

A situação deficitária pode ficar ainda pior, visto que na próxima década mais de 40% dos pilotos em atividade poderão se aposentar, segundo dados levantados pela Boeing.

De acordo com reportagem da Exame, as melhores chances de empregos estão concentradas nos estados do Texas e Alasca, e nas cidades de Atlanta, Los Angeles, Washington e Chicago.

De acordo com reportagem da Exame, as melhores chances de empregos estão concentradas nos estados do Texas e Alasca, e nas cidades de Atlanta, Los Angeles, Washington e Chicago.

Por conta do interesse em profissionais da área, brasileiros que desejam trabalhar como piloto de avião de companhias aéreas nos Estados Unidos podem tirar o green-card antes mesmo de conseguir um emprego, já que ter o visto de trabalho é imprescindível para ser contratado por uma companhia aérea.

Essa modalidade de visto recebe o nome de National Interest Waiver (NIW). Para consegui-lo é necessário preencher alguns pré-requisitos básicos:

  • Formação de piloto;
  • Licença de piloto ligada a alguma aeronave comercial da Airbus ou Boeing;
  • Experiência como piloto ou copiloto em companhia aérea comercial entre cinco e 10 anos.

Além disso, para que brasileiros consigam o green-card, é necessário fazer a prova para tirar a habilitação de piloto de companhias aéreas nos Estados Unidos (ATP Certificate). No país existem várias empresas especializadas na preparação para o exame.

Vale diferenciar aqui os chamados pilotos de companhias aéreas (airline pilots) e os pilotos comerciais (commercial pilots), pois isso impacta diretamente nas exigências e nos salários percebidos.

A formação dos pilotos comerciais é um pouco menos exigente que a dos pilotos de companhia aéreas, apesar de ainda assim exigir muita dedicação. Para exercer esse trabalho é necessário no mínimo 250 horas de voo, já possuir uma licença de piloto particular e realizar teste escrito e práticos. Essa classe de pilotos não trabalha em voos com horários regulares, e pode ser requisitado tanto para transportar passageiros ou cargas, quanto para fazer busca e resgates aéreos.

Por outro lado, para se tornar um airline pilot são necessárias 1.500 horas de treinamento, além de ser exigida a licença de piloto comercial. Deve-se fazer tanto exames escritos como orais e práticos para conseguir sua licença ATP.

Quanto ganha um piloto de avião nos Estados Unidos?

De acordo com o U.S. Bureau of Labor Statistics (Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos), atualmente o salário de um piloto de avião que trabalha em uma companhia aérea nos Estados Unidos é de US$ 147.220 anuais. Esse valor equivale a cerca de US$ 12.268,33 mensais.

Já para os pilotos comerciais de grandes empresas dos Estados Unidos possuem um salário médio de US$86.080, o equivalente a US$$7.173,33 por mês.

Mesmo com a excelente remuneração, a dificuldade para preencher vagas é grande. Os principais entraves são o alto custo da formação, por volta de US$ 100 mil, e o fato de que as empresas primam pelos profissionais mais experientes, desestimulando o ingresso de jovens na carreira.

Importante frisar que o valor citado é referente à aviação comercial e de companhias aéreas. Pilotos para transporte executivo e militares têm salários diferenciados. Ademais, também é necessário considerar a diferença salarial entre comandantes e copilotos.


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