Saiba qual é o custo de vida na Argentina, terra dos hermanos

O país, aos poucos, se recupera de uma severa crise econômica, mas ainda padece com os altos índices inflacionários, o que eleva o custo de vida.

Morar no exterior, sem sombra de dúvidas, é sonho de muitos brasileiros. De fato, os principais destinos são Estados Unidos e Europa, em virtude das oportunidades para ganhar dinheiro. Contudo, há quem tenha outros objetivos, como aprender um idioma, fazer faculdade ou apenas ter uma experiência de vida em outro país. Por isso, países na América do Sul estão entre os mais procurados. Saiba, por exemplo, qual é o custo de vida na Argentina, que concentra considerável comunidade de brasileiros. 

O que atrai muita gente para a Argentina? Além da facilidade para morar legalmente no país, as opções acadêmicas são variadas. Estudantes que sonham com cursos concorridos no Brasil, como Medicina, encontram boas universidades públicas. Se o intuito for aprender um novo idioma, cursos de espanhol de curta duração oferecem, no pacote, experiências a mais, como aulas de tango ou gastronomia. Sem contar com a proximidade, permitindo maior contato com familiares. 

E é caro morar na Argentina? O custo de vida lá demanda uma análise mais cuidadosa, tendo em vista a crise econômica interminável. O que isso significa? Altos índices inflacionários, fator que afeta diretamente a renda necessária para uma vida digna. Ainda assim, a qualidade de vida na Argentina, especialmente nas maiores cidades, é invejável. Confira, a seguir, qual é o custo de vida na Argentina, além de informações sobre como morar no país. 

Como morar na Argentina?

Morar na Argentina, nem de longe, exige a burocracia encontrada nos Estados Unidos e Europa. O Brasil tem acordo com o Mercosul e, por isso, todo brasileiro tem direito de solicitar residência na terra hermana. O primeiro passo é entrar com a solicitação após entrar no país, já que é permitida a permanência como turista pelo período de até 90 dias. É só acompanhar alguns procedimentos que começam nos trâmites pela Dirección Nacional de Migraciones, através do site RadEx

Nele, será necessário preencher um formulário com os dados do solicitante, além de anexar a documentação exigida. Veja qual é:

  • Passaporte brasileiro ou carteira de identidade
  • Certidão de Nascimento e Casamento
  • Certificado de antecedentes penais argentinos emitido pela polícia local
  • Certificado de antecedência penal nos países nos quais você morou por pelo menos um ano nos últimos três anos
  • Declaração jurada de antecedentes penais em outros país (será feito dentro sistema)
  • Carimbo de ingresso na argentina
  • Certidão de residência em seu nome

Depois, é preciso pagar a taxa no valor que varia para residências temporárias ou permanentes. Após alguns dias, o parecer chega por email e, caso falte algum documento comprobatório, é permitido anexá-lo novamente. Se, do contrário, tudo estiver certinho, o e-mail traz o horário e a delegación (escritório) no qual o solicitante deve finalizar os trâmites. Ao receber a autorização de residência, a providência seguinte é solicitar a DNI, o documento de identidade argentino, junto à polícia local.

Com tudo finalizado, o brasileiro já pode procurar trabalho no país, algo que não é permitido durante a estadia como turista. Qualquer dúvida adicional pode ser sanada por algum consulado argentino no Brasil.

O que levar em conta ao morar na Argentina?

Quanto custa morar na Argentina? Responder a essa pergunta requer mais análise do que parece. A inflação gritante acompanhada pela alta dolarização elevam, por exemplo, o custo da cesta básica para quatro pessoas a quase 27 mil pesos argentinos. Contudo, os salários pagos no país costumam ser bons (mas, há sérias exceções) e alguns serviços são mais acessíveis, como universidades públicas. Além disso, os preços de bens de consumo popular são mais em conta.

E qual é o salário mínimo na Argentina? Após o reajuste concedido em janeiro de 2020, o salário mínimo no setor privado passou para 16.875 pesos. 

Custo de vida na Argentina

Antes de falarmos sobre o custo de vida na Argentina, é importante destacar que o valor pago por determinados serviços varia muito conforme a cidade. O aluguel, por exemplo, costuma ser mais alto nas capitais e cidades universitárias. Por outro, acaba sendo mais fácil alugar um apartamento nessas regiões do que em outras. As taxas de energia elétrica argentina não são das mais baratas e não é raro acontecer “apagões” durante o verão. O problema é resultado do baixo investimento  parte do governo.

Após o reajuste concedido em janeiro de 2020, o salário mínimo no setor privado passou para 16.875 pesos.

A maior parte das cidades argentinas tem instalações de gás prontas nas casas, pois o serviço de conexão gasífera é bom. Regiões mais frias, como Mendoza, Patagônia e sul de Buenos Aires têm subsídio. Tudo isso reduz, consideravelmente, o valor pago. Buenos Aires tem uma complexa rede de metrô, além da grande quantidade de linhas de ônibus. Por isso, as tarifas são bem baixas. Córdoba, Rosário e Mendoza, no interior, operam com passagens em conta nos bondinhos elétricos e ônibus comuns. 

A saúde pública na Argentina tem bons profissionais, mas sérios problemas de infraestrutura. Na rede privada, os problemas não são graves e os custos das consultas variam. Mas, todo trabalhador tem direito a um plano de saúde, o que já ajuda bastante. A educação pública é um dos fatores que atraem brasileiros, especialmente no ensino superior. E, mesmo que o estudante opte por uma instituição privada, as mensalidades são consideravelmente mais baratas que no Brasil. 

Preços Médios

Veja os preços praticados nos serviços mais comuns em pesos argentinos (ARS) convertidos em Reais (sujeitos a alterações cambiais):  

  • Almoço com bebida em área nobre: ARS 406 – BRL 33
  • Big Mac (combo): ARS 298 – BRL 25
  • 1 litro de leite: ARS 54 – BRL 4.42
  • 1kg de batatas: ARS 33 – BRL 2.70
  • Aluguel de um apartamento de 85m²: ARS 17.994 – BRL 1.482 a ARS 27.950 – BRL 2.301
  • Aluguel de um apartamento de 45m²: ARS 13.180 – BRL 1.085 a ARS 19.462 – BRL 1.603
  • Pacote de serviços básicos (aquecimento, eletricidade, gás…): ARS 2.833 – BRL 233 a ARS 3.818 – BRL 314

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