Quanto ganha um Fisioterapeuta em Portugal?

Portugal está entre os países mais procurados por brasileiros que desejam trabalhar no exterior. Confira detalhes sobre o salário de um fisioterapeuta no país.

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A Fisioterapia é a área da saúde que estuda, previne, diagnostica e trata distúrbios, doenças e lesões da biomecânica e funcionalidade do corpo humano, sempre com o objetivo de promover saúde e bem-estar dos pacientes.

Seja no Brasil ou em Portugal, para exercer a profissão é imprescindível ter diploma de grau superior em Fisioterapia, além de registro profissional no respectivo órgão regulador da classe.

Tanto aqui quanto no país europeu, os profissionais podem atuar em diversas áreas, das quais as que mais se destacam são hospitais, clínicas, casas de repouso, academias, escolas, área esportiva, docência e pesquisa.

No Brasil os vencimentos da categoria são bastante atraentes, principalmente para os fisioterapeutas especializados. Mas para quem deseja trabalhar em Portugal, será que o salário segue o mesmo patamar ou é ainda melhor?

Confira logo a seguir detalhes sobre as remunerações dos profissionais no território lusitano e o processo de validação do diploma.

Quanto ganha um fisioterapeuta em Portugal

De acordo com informações do site português Meu Salário, o salário de um fisioterapeuta em Portugal é, em média, € 1.173 por mês. Ainda segundo a mesma fonte, o salário mínimo da categoria no país é € 798.

Um fisioterapeuta sem experiência pode ganhar até € 1.664, enquanto um profissional mais experiente ganha em torno de  € 2.905. Lembrando que os valores citados são apenas uma média e podem variar bastante dependendo da formação e local de atuação e especialidade do fisioterapeuta.

A título de comparação, em 2018 o salário mínimo em Portugal, sem os descontos, era € 580. Essa é a remuneração paga a trabalhadores que fazem serviços braçais e atuam em áreas como segurança e atendimento.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a remuneração mensal média no país é de cerca de € 860, ou seja, os vencimentos dos fisioterapeutas estão consideravelmente acima dos da população em geral.

Processo de validação do diploma

Por se tratar de uma profissão regulamentada, quem é formado fora de Portugal e deseja atuar no país, obrigatoriamente, deve passar pelo processo de validação do diploma.

O profissional terá que solicitar a cédula profissional por meio do envio de uma carta à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) juntamente com a documentação exigida pelo órgão.

Entretanto, antes de iniciar os trâmites burocráticos é necessário fazer a equivalência do curso de Fisioterapia. Para isso, existem duas opções. A primeira é fazer a solicitação junto a secretaria de uma instituição de ensino público que ofereça o curso, entre elas:

  • Instituto Politécnico de Leiria – Escola Superior de Saúde de Leiria;
  • Instituto Politécnico do Porto – Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto;
  • Instituto Politécnico de Lisboa – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa;
  • Instituto Politécnico de Coimbra – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra;
  • Universidade de Aveiro – Escola Superior de Saúde de Aveiro.

O interessado pedirá para que a escola faça a equivalência, tanto do diploma, quanto dos demais certificados curriculares. Com esse documento em mãos, o profissional poderá pedir a cédula profissional à ACSS por meio de uma carta cujo modelo está disponível aqui.

Na segunda forma, o profissional entra com o pedido de reconhecimento das qualificações junto à ACSS por meio deste link. No final da página há diversos links para cartas específicas dirigidas à entidade com o intuito de solicitar o reconhecimento profissional.

Caso seja aceito, o fisioterapeuta será contactado para dar continuidade ao processo e obter a cédula profissional sem ter que preencher e encaminhar a carta mencionada acima.

Em relação às vantagens e desvantagens de cada uma delas, a primeira opção sai na frente. Ela permite que o fisioterapeuta dê continuidade aos estudos em Portugal se este tiver interesse em fazer uma pós-graduação, mestrado ou doutorado. A segunda opção, por sua vez, é apenas a nível profissional e, portanto, mais restritiva.

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