Butão, o país mais feliz do mundo é o melhor lugar para visitar em 2020!

Exótico e ainda pouco explorado, o país no extremo leste do Himalaia preza pelo silêncio, conserva natureza intocada e picos e até 8 mil metros de altura.

- Tempo de leitura: 5 minutos -

Nova York? Paris? Rio de Janeiro? Se você está planejando viagens para o próximo ano, esqueça o óbvio! O melhor lugar para visitar em 2020 é Butão, o país asiático exótico e ainda inexplorado. A nova nomeação – foi eleito o país mais feliz do mundo – é justificada por uma série de fatores, entre eles, natureza intocada, silêncio em locais mais inusitados e a liberdade em cultuar partes do corpo erroneamente consideradas como tabu. 

O mais novo título concedido a Butão veio do guia Lonely Planet, respeitada publicação do turismo mundial. Remoto, o país já impressiona na chegada, pois seu aeroporto tem uma das pistas de aterrissagem mais perigosas do mundo! Ao seu redor, existe uma cadeia montanhosa gigantesca com picos que chegam a 8 mil metros de altura! E, ainda falando em aeroporto, o local oferece uma experiência de paz que faz bem a qualquer ocidental!

Aeroporto Internacional de Paro, no Butão
Aeroporto Internacional de Paro, no Butão

O país parece parado no tempo, algo que é refletido no próprio aeroporto, um prenúncio dos templos budistas construídos no país. A arquitetura e decoração são complementadas pelo silêncio – sim, existe um aeroporto sem a muvuca a qual estamos acostumados! As montanhas estão implantadas meio a florestas praticamente intocadas graças a taxa de turismo no valor de U$ 250 diários. Quer saber mais sobre o país? Siga com a gente!

Onde fica Butão?

Longe, bem longe! Butão é um reino budista localizado no extremo leste do Himalaia, fazendo divisa territorial com Índia e China. A população estimada é de quase 742 mil pessoas. Fundado há quatro séculos por monges tibetanos, o país é considerado como o mais isolado do mundo. Para se ter uma ideia, até a década de 60, não havia estradas no país, de modo que viagens que, hoje, duram seis horas chegavam a inexplicáveis seis dias! 

A coisa até mudou, mas nem foi tanto! O Butão foi aberto ao turismo somente em 1974. Desde então, os parcos voos internacionais chegam a Paro (Thimphu, capital do país e cidade mais populosa, não tem aeroporto). A língua falada no país é o butanês e a forma de governo é a monarquia constitucional. Quanto a religião, a maior parte a população segue o Budismo Vajrayana, seguido do hinduísmo.


Conheça o Mapa, Bandeira e confira informações importantes para quem quer viajar ao Butão: Butão: Bandeira, Mapa e Dados Gerais


Pontos turísticos do Butão

Como o país só se abriu ao turismo em meados da década de 70, a malha aérea ainda é escassa e os turistas precisam da companhia de um guia na maior parte do tempo. São estes profissionais que garantem as melhores visitas a mosteiros e a rica experiência gastronômica que o país oferece. Atualmente, o país pratica a filosofia do turismo restrito, mantendo o índice inferior a 70 mil visitantes anuais. 

E por que o país foi eleito o melhor destino para visitar em 2020? Porque a ideia é priorizar o baixo volume face a alta qualidade. Nos caminhos pelo terreno acidentado, é possível encontrar butaneses em pleno trabalho duro, templos, paisagens intocadas e montanhas a perder de vista!

  • Dochula: um dos cartões postais do Butão, reúne 108 templos para preces e orações
Pontos turísticos do Butão: Dochula, em Thimphu
Dochula, em Thimphu
  • Ninho do Tigre: o templo Taktshang Goemba está localizado na cidade de Paro e, para chegar até ele, é necessário vencer 800m de ladeiras íngremes e escadarias. Mas, segundo os locais, uma hora de meditação no templo equivale a três meses em outros locais.
Pontos turísticos do Butão: Templo de Taktshang Goemba
Templo de Taktshang Goemba
  • Biblioteca Nacional: os dois prédios localizados na capital reúnem textos antigos e manuscritos budistas escritos tanto na língua oficial quanto em inglês. 
Pontos turísticos do Butão: Biblioteca Nacional
Biblioteca Nacional
  • Escola de Artes e Artesanato: também na capital, é onde os estudantes aprendem o artesanato vendido a turistas e consumidos pelos butaneses
Pontos turísticos do Butão: Instituto de Zorig Chusum
Instituto de Zorig Chusum
  • Templo Zangdok Pelri: também em Paro, é visto a partir do Ninho do Tigre e a caminhada até lá é igualmente difícil. Mas, a vista e paz para meditação valem o esforço
Pontos turísticos do Butão: Templo Zangdok Pelri
Templo Zangdok Pelri
  • Forte de Drugyel: simboliza a unificação do país frente tentativas de conquistas pelo Tibete
Pontos turísticos do Butão: Forte de Drugyel
Forte de Drugyel
  • Rinpung Dzong: centro administrativo e religioso do estado, ou Dzongkhag, de Paro
Pontos turísticos do Butão: Rinpung Dzong
Rinpung Dzong

Butão, o país mais feliz do mundo

Você já ouviu falar em índice de felicidade? A Felicidade Interna Bruta, ou FIB, é um indicador criado em 1972 em Butão, indo de frente ao tradicional Produto Interno Bruto (PIB). O FIB é baseado no fato de que a felicidade não está atrelada ao intenso desenvolvimento econômico e deve considerar, também, outros fatores primordiais, como preservação do meio ambiente e qualidade de vida. 

Existem nove dimensões que integram o FIB, sendo elas: 

  1. saúde 
  2. bem estar psicológico 
  3. uso do tempo 
  4. educação
  5. vitalidade comunitária
  6. padrão de vida 
  7. governança 
  8. meio ambiente 
  9. cultura 

Há quem diga que o FIB representa uma forma de medir os problemas sociais ou mostrar que os butaneses encaram com outros olhos o que, para nós, seria grave. O fato é que vários conceitos aplicados pelos ocidentais, inclusive no que toca a tabus, têm outro sentido por lá. Quer um exemplo? O pênis, no Butão, é considerado algo sagrado, um escudo contra os maus espíritos! Por isso, existem até placas de entrada no formato peniano. 

Sim, existem problemas sociais no país, como altas taxas de analfabetismo e o próprio isolamento que ainda persiste. Mas, a forma como os butaneses, acostumados ao trabalho duro e condições insólitas estão aqui para ensinar que, nem tudo na vida, é poderio econômico! Afinal, o melhor destino para visitar em 2020, mais que prédios suntuosos e palácios, pode ensinar a encarar a vida sob diferentes ângulos! 

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