Quanto ganha um vigilante em Portugal?

Saiba qual é a remuneração média do profissional de segurança em Portugal e quais os requisitos para exercer o cargo por lá.

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O vigilante é o profissional responsável pela proteção de pessoas ou patrimônios, neste caso, em estabelecimentos públicos e privados. Trata-se de carreira que encontra mercado promissor, seja qual for o país, devido à crescente demanda por esse tipo de serviço. Sabemos que o interesse por oportunidades no exterior por parte de brasileiros é alto, especialmente na Europa. Por isso, você sabe quanto ganha um vigilante em Portugal?

Antes de conhecer a média salarial da profissão no outro lado do Atlântico, é interessante pensar em alguns pontos. Um deles é a diferença entre vigilante e vigia. O primeiro tem regras bastante específicas, inclusive a exigência do porte de arma e treinamento próprio, conforme a Lei n. 7102/83. Além disso, a função é fiscalizada pela Polícia Federal e comprovação de registro profissional pela Carteira Nacional de Vigilância (CNV).

O vigia, por sua vez, exerce funções limitadas e assume um caráter, de certa forma, até informal impedindo, por exemplo, danos, furtos, entre outros. Não é especializado nem atua de forma ostensiva, enquanto o vigilante zela tanto pelo patrimônio quanto pela integridade física das pessoas. Ademais, assume caráter preventivo, devendo estar sempre corretamente fardado e identificado.

Exigências para ser vigilante em Portugal

O cargo de vigilante em Portugal e, também, no restante da Europa vem sendo cada vez mais procurado. A principal razão é a evolução das grandes cidades, bem como do próprio setor de serviços. A carreira não exige formação superior, mas ainda há requisitos a serem cumpridos, tais como:

  • possuir a escolaridade obrigatória conforme o ano de nascimento
  • ser cidadão português, de um estado membro da União Europeia, de estado parte do acordo sobre o espaço econômico europeu, estado de língua portuguesa ou, no caso do Brasil, requerer o estatuto de porto seguro 
  • possuir plena capacidade civil 
  • não ter sido condenado pela prática de crime doloso 
  • não ter sido gerente ou administrador de sociedade de segurança privada condenada pela prática de três contravenções graves no exercício da atividade nos últimos três anos
  • não ter exercido cargo ou função de fiscalização na atividade de segurança privada nos últimos três anos
  • não ter sofrido pena nas Forças Armadas, Sistema de Informações da República, forças e serviços de segurança
  • curso de formação exercida com validade de até cinco anos 

O curso de vigilante custa de 300 euros (se feito em uma empresa de vigilância) a 1500 euros (se realizado em empresa especializada na formação da área). Normalmente, a duração é de 30 dias em dias e horários comerciais. O vigilante deve, ainda, atualizar o cartão profissional a cada cinco anos, sendo este cartão conhecido como Cartão MAI. Ademais, o candidato só poderá fazer o curso caso tenha residência fixa no país. 

Quanto ganha o vigilante em Portugal?

Em 2018, a Associação de Empresas de Segurança (AES) chegou a um acordo junto a sindicatos para aumento de salário dos chamados “seguranças privados”. O reajuste foi de 20%, o equivalente a 135 euros em relação ao valor anterior. Deste modo, o salário base dos vigilantes passou de 661,32 euros para 796,18 euros. O acordo tem vigor até 2020 no intuito de criar condições para retenção e recrutamento de profissionais. 

Porém, ao salário base são acrescidos subsídios, como de alimentação (cerca de 5 euros diários) e de função (que podem chegar a 165 euros). A remuneração também varia conforme a área de atuação, podendo chegar a 1.300 euros. Vale lembrar que, desde janeiro de 2018, o subsídio de função é integrado ao salário da respectiva carreira. A jornada trabalhada é de oito horas diárias com folgas em dois dias da semana. 

As empresas que se destacam na contratação de profissionais na segurança são:

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